Monday, May 25, 2009

Ora hoje venho partilhar com o caro leitor um pequeno momento de literatura infantil. Acredito piamente que um pouco de literatura só faz bem às criancinhas, nem que seja apenas pelo condão de por uns efémeros instantes os afastar das suas psp's ou de monstros informáticos.

O livro de que vos falo dispensa apresentações, mas aqui fica o texto original para mais podermos abordar esta brilhante iniciativa:

Por favor, dá-me um açoite!

"Narra-se, neste álbum vocacionado para primeiros leitores, a história/aventura de um pequeno panda chamado Coco, que tem um estranho desejo: apanhar um açoite. Recriando algumas das características do universo infantil – como a tendência para a imitação ou a curiosidade –, este conto de animais possui um enredo simples e é marcado pelo cómico de situação. Com um texto verbal relativamente reduzido e uma componente visual muito cuidada e pormenorizada, este é um volume muito apelativo. | Sara Reis da Silva

Título Por favor, dá-me um açoite! | Autor(es) Martine Legrand, Nancy Delvaux (ilustrador) | Tipo de documento Livro | Editora Civilização | Local Porto | Data de edição 2001 | Área Temática Animais, Humor, Infância, Natureza | ISBN 972-26-2043-6 | Tradução Teresa Amaral |"





Ora, sou só eu ou este título em conjunto com esta particular ilustração tem qualquer coisa de estranho???
Costumam-me apontar que vejo maldade em tudo e que consigo perverter o mais inocente dos quadros e começo a temer que tenham razão. É que onde uns vêem uma história infantil eu vejo um urso sado-masoquista chamado Coco na pandega com os amigos porquinho, ratito, cãozinho e esquilinho que aponta e faz ver todos os outros que o rabiosque do urso tem pelo...

Enaltece-se neste livro algumas das características do universo infantil, onde a malta que é gira partilha os seus fetiches com os amigos! Raios, no meu mundo os putos fogem de umas palmadas bem dadas, choram, põem-se debaixo da mesa, etc., mas no mundo retorcido do urso Coco as criancinhas andam em amena cavaqueira aos tabefes nos nalguedos uns dos outros. Porra que isto é que é divertimento à séria!!!

Dêem livros destes às crianças e depois queixem-se que em vez de uma geração rasca tenhamos uma geração que se sabe divertir à grande usando umas máscaras e a cantarolar - é tiazinha, é tiazinha.

Friday, December 12, 2008

Quando já não era muito miúdo e gostava de dizer que os desenhos animados já não eram para a minha idade, passavam na RTP umas fábulas que toda a minha vida disse bem, isto por terem muita moral, serem muito educativos e que, obviamente, me entretiam como o caraças.

Numa parvoíce de quem é saudosista, vi à pouco tempo um episódio dessa animação e, claro, tive uma desilusão pois a primeira história com que dou caras é de uma pequenina pica-pau, toda bonitinha, que se apaixona por uma gralha e cuja moral da história é baseada na ideia que nunca seriam felizes por não serem iguais. Diziam que cada um devia ficar com o par da mesma morfologia e cor, e se bem que é uma ideia gira para se difundir por certos pastores das serras de Portugal, a parte da cor não me pareceu bem. Logo me apercebi que se quero uma boa história, com boa moral e intemporal, tinha de fazê-la eu, e foi assim que nasceram:

As aventuras de Carochedo e Peida-Gadocha

Era uma vez um rapaz chamado Carochedo. O Carochedo era um bom rapazola, embora um pouco peludo e assim para o gordito. Era tratado pelos amigos pelo Carochedo, o carocha que mete medo. mas de quem todos de uma maneira ou outra gostavam. Estava sempre disposto à farra e muitas vezes fazia-se acompanhar da sua bebida favorita, o leitinho tinto. Bom garfo e apreciador de boa companhia, era mestre no jogo do galo e presença assídua em campeonatos de peixinho.

O Carochedo tinha como grande amiga uma joaninha cujas asas eram mais largas na sua parte traseira, e a quem todos chamavam Peida-Gadocha. Na realidade o nome dela era bastante diferente. Descendente de uma linhagem de joaninhas indianas o seu nome real era Mahatma Ghandi, mas Peida-Gadocha era um nome muito mais sonante… Gostava de chamuças, de dança do ventre e era também grande apreciadora de levedura de aveia, embora fosse alvo de uma curiosa reacção alérgica a cada vez que se deliciava com tal néctar, fazendo com que se deixasse de lembrar das regras básicas das joaninhas: que asa bater primeiro, o caminho de casa e não trincar os amigos (sim as segras das joaninhas são simples e curiosas)

As suas vidas corriam bem e andavam sempre juntos a passear pelos campos floridos, à procura de uma flor mais viçosa para cada um morar. O Carochedo era difícil de agradar, as flores ou eram muito grandes ou muito pequenas, muito novas ou muito velhas, muito frágeis ou muito fortes, enfim nunca estava satisfeito e por isso vivia sempre à procura, já a Peida-Gadocha idealizava uma flor onde pudesse jogar com os amigos aos suga-joaninhas e beber levedura de aveia quentinha antes de se deitar. O Carochedo sabia sempre quando ela não gostava de uma flor, pois ela saía aos saltos a cantarolar nunca, nunca, nunca.

Certo dia, o Carochedo foi ter com a Peida-Gadocha. Chegou a casa da sua amiga, chamou por ela, uma, duas, três vezes mas ela não respondia.
- Que raio anda ela a fazer? Certamente a dormir ou a comer, mas de qualquer forma não me atende!
Insistiu novamente e lá ela apareceu à porta. Estava a dormir, claro!
- Carochedo! A esta hora? Que estás aqui a fazer? Estava tão bem a dormir…
- Oh dorminhoca, andaste outra vez a beber levedura de aveia? Meu Deus dos Bezouros, que carantonha! Olha, despacha-te a lavar as asas e vamos procurar a Dignidade.

A Dignidade era uma lagarta mais velha e muito amiga destes nossos heróis. Dava óptimos conselhos e era muito querida e respeitada pelos seus amigos, sendo muito frequentemente dada como exemplo quando por algum motivo alguma carocha ou joaninha não se portava bem.

A Peida-Gadocha ficou logo toda contente.
–Ena, boa ideia, já tenho mesmo saudades de a ver!
Uma hora e meia depois lá a Peida-Gadocha se despachou e foram os dois muito contentes à procura da Dignidade.

-Dignidade, Dignidaaadddeeeee – Gritavam o Carochedo e a Peida-Gadocha em gritos tão altos que despertou a curiosidade de uma raposa matreira que ali passava.
- Que tanto berram vocês? Estava aqui tão bem descansadinha!
- Andamos à procura da Dignidade. Não a viste? – perguntou o Carochedo.
- Ainda agora a vi. Estava ali ao pé do riacho, se quiserem eu mostro-vos onde.
Estavam para ir atrás da raposa, mas a Peida-Gadocha achou aquilo muito estranho. O riacho não era sitio que a Dignidade gostasse de andar. Nitidamente aquela raposa estava para aprontar alguma, e como ela já tinha tido más experiências com raposas que a queriam comer avisou o Carochedo.
-Carochedo, fica alerta que isto não me cheira bem! Cá para mim esta raposa quer-me comer.

Ora acabava a Peida-Gadocha de dizer isto quando a raposa, já alerta que algum deles tentasse fugir, lhes tentou dar uma dentada. Por sorte desviaram-se a tempo, e a raposa acabou por dar uma dentada numa pedra. Correram com as forças que tinham enquanto ouviam a raposa desdentada, a dizer umas patranhas para que eles parassem jurando que so lhes queria pregar uma partida. Esconderam-se então numa covinha, a rirem-se desalmadamente da figura da raposa sem dentes e a pensarem na sorte que tinham em não lhes ter acontecido nada. Passado algum tempo lá continuaram à procura da Dignidade, mas desta vez a fazerem menos alarde. Acabaram por encontrar uma codorniz amiga que lhes disse que a Dignidade tinha ido visitar a prima Prudência, outra lagartinha muito querida que vivia no outro lado do rio.

O dia chegava ao fim e ainda havia muitas flores para visitar, e lá foram os dois amigos pelos campos floridos, à procura das suas florzinhas especiais.

Eles estavam contentes, tinha sido mais um dia comprido e cheio de aventuras, mas sentiam-se felizes por andarem sempre entre amigos e com a Dignidade bem presente no coração, ainda que não a vissem muitas vezes.

Thursday, May 01, 2008

Não sei se ao caro leitor lhe acontece, mas ultimamente tenho-me deparado completamente absorto a falar com algumas pessoas que até então não conhecia e a cogitar para comigo se aquele era realmente o melhor espermatozóide da sua colheita! Na minha mente passam ideias como: Terá esta jovem enquanto protótipo de gente escorregado em algum tipo de casca de uma banana vaginal tendo aterrado inadvertidamente numa fissura do óvulo? Será que falou com alguém que conhecia alguém e obteve uma cunha para ser o eleito? Não se terá cometido uma grande injustiça com um outro qualquer espermatozóide que iria originar uma pessoa que tivesse realmente um valor extraordinário? Quantos espermatozóides que não lograram fecundar terão ficado com o sentimento de espanto e a perguntarem-se a si próprios como raio conseguiu ela entrar no óvulo, assim com cara de quando se vê alguém assim para o feiote e parvo aparecer com uma namorada que é um avião? Bem confesso que esta parte do feiote e parvo já me sucedeu uma vez, mas tive de pagar 55€ só para me acompanhar à porta para que os meus amigos me vissem, e mesmo assim ainda levei uma joelhada nos quilhos quando lhe tentei dar uma beijoca!

Thursday, April 10, 2008

O caro leitor já devia estranhar a minha ausência, mas a minha vida não é só isto e ocupei o meu cérebro a apreciar a vida, que é o modo mais eficaz de estar atento ao que me rodeia. Recolhi durante esta introspecção algumas pérolas de verdadeira sapiência que venho hoje partilhar convosco.

Frases Místicas e Sapiência Tibetana do Entroncamento


"Aproveita o teu aniversário que o dia de hoje só acaba amanhã" - nem sei que diga, deve ser aí por volta das 13:15 quando passar o autocarro!

Dias depois o meu chefe a propósito de não sei o quê disse-me: "...o dia 31 já era o dia 1...." Eu tive de lhe dar a entender que realmente existe uma linha muito fina entre dois dias que regra geral aparece à meia-noite, mas deu para perceber que na verdade esta confusão dos dias no meu local de trabalho anda muito difundida...

Uma amiga que me odeia disse-me que "antes de nascer já era tia." Eu confesso que antes de nascer também já era parvo mas não sei se conta para alguma coisa. De qualquer modo tenho uma avó que me garante que antes de ter nascido era um homem de bigode chamado Juvenal e que tinha por hábito mostrar o rabo a umas freiras que todos os dias passavam ali junto ao Castelo de S. Jorge... Enfim manias...

Essa mesma avó disse-me ontem: "Olha Topázio, nunca digas nunca." - Não lhe disse nada para a não contrariar, mas acho que não é de bom tom dar um conselho em que já se fez duas vezes a utilização da palavra proibida.

Sunday, March 16, 2008

Ora um pensamento me ocorre sempre que vejo o anúncio do serviço de internet do sapo.

Mas que raio de voyeur é aquele palhaço do batráquio?!?

Ah, podes ser invisível como um vampiro, tens apenas de ter cuidado com os espelhos, já agora o que vais fazer? Salvar o mundo de malfeitores? Descobrir como demora o INEM 30 minutos a chamar uma ambulância? Assombrar o Socrates de modo a que ele julgue que está a ficar louco e reabra as urgências que anda a fechar? Ouvir as conversas do Pinto da Costa e servir de testemunha no apito dourado?

-Não, vou espreitar umas gajas prás cabines de prova!

Ora amiguinha da cabine, faz-me um favor. Calcula lá a distância a que está o sapo olhando para o espelho e espeta-lhe tamanho quinco que até faça a Miss Piggy corar de inveja. Afinfa-lhe de tal modo que atires mais longe esse depravado do que alguma vez ela tenha atirado o Cocas em 5 épocas de marretas.

Monday, January 28, 2008

Venho hoje partilhar com o caro leitor mais uma peculiaridade que me distingue do comum mortal, tenho um invulgar talento que consiste em separar casais, e não resistindo ao pedido desesperado de um amigo, resolvi escrever esta compilação de instruções para aqueles que julgando já ter encontrado a sua cara metade, a vê nos braços de um palerma que não a dignifica nada, pelo menos aos olhos do raptor enamorado...

Manual de instruções para a separação de casais

Há dois factores essenciais que devem ser tomados em conta para determinar o grau de dificuldade da separação de um casal. Um será há quanto tempo que esse casal se namora e outro, não menos importante, será o quão bom é o sexo desse casal. Namorar há mais tempo normalmente implica uma boa acomodação do casal e consequentemente será mais difícil a tarefa de os separar, por seu lado, se teem bom sexo o melhor é começar a pensar que se calhar tem de continuar à procura, a não ser que se saiba trabalhar bem com o Fotoshop e se faça uma boa montagem do gajo com a Tiazinha, enviando-a anonimamente para a nossa musa inspiradora.

1- Nunca tentes ocupar directamente o espaço que está a ser ocupado pelo opositor. De nada vale criticá-lo ou enunciar os seus defeitos à namorada, a única coisa que vais conseguir com isso é que ela te atribua a designação do amigo que não suporta o namorado e assim nunca terás verdadeira credibilidade quando for preciso criticá-lo.

2- Nunca deixes que sejas visto como o "amigo". As raparigas nunca terão algo com o amigo, assim como nunca irão vestir um biquini na praia sem fazer a depilação (pelo menos uma rapariga que interesse...).

3- Um namoro para subsistir precisa de um bom ambiente à volta. Sempre que se conseguir (e sem ser forçado) deve-se perguntar a ela e aos amigos comuns: Mas vocês/eles ainda namoram não é? Sob o fogo de qualquer pergunta que surja responder sempre: Não, mas estava só a perguntar, estas coisas nunca se sabe não quero estar a dizer disparates.

4- Inventa pequenas luxurias entre o dito cujo e uma amiga dela, mas isto sempre com o tom de piada e em publico. As piadas teem o condão de não se poderem levar a mal, mas vai sempre remoendo nos ciumes de quem é o alvo. Usa e abusa desta dica.

5- Reforça sempre o quão boa é a vida de solteiro. Mesmo que não acredites diz-lhe coisas que ela ache que sejam verdade...

6- Deixa propositadamente coisas no carro dela quando te leva a casa. Criar ciumes estúpidos no namorado mina qualquer relação.

7- Se ela aparecer a dizer que considera a hipótese de se juntar, fica três dias a dizer-lhe que já está casada, pelo menos uma vez a cada 10 minutos. É desesperado mas pode ser que funcione.

PS- se tens muitas borbulhas ou és um autentico parvo a única coisa que vais almejar com estas instruções é um enxerto de porrada... depois não digas que não te avisei!

Saturday, January 26, 2008

Numa conversa entre amigos apercebi-me que tenho uma característica muito especial que não sendo dominada por muita gente é ostracizada por muitos.
Ora eu consigo prever o futuro na observação de mexilhões, leitura dos astros, interpretações de Reiki, curar doenças através de cristais e leitura de bichos da conta. Também consigo ler o futuro na palma da mão embora nunca me lembre se tenho de ler a mão direita ou a mão esquerda, sendo assim leio as duas e digo à malta que uma está errada e a outra certa e aguardem pela que acontecer primeiro. A minha única falha à seria é não dominar o futuro nas entranhas de galinha mas compenso com a capacidade de fazer um excelente arroz de cabidela!

Mas esta habilidade não está a ser devidamente aproveitada pois sendo que o nosso conhecido madeirense Zandinga morreu há já uns anos afogado na própria banheira, estando a Maya a comentar a vida alheia no programa da Fátima Lopes, o Professor Karamba ocupado a cortar flyers para entregar a porta do metro do Campo Grande, a Simara a lutar contra a tentação de comer um bolo e porque da Alcina Lameiras nunca mais ninguém ouviu falar, já devia à muito ter reclamado este espaço vazio que se criou! Assim pensado assim resolvido e lá nasceu

O Oráculo do Topázio

Bem sei que já vou tarde e devia ter pensado nisto no final de 2007 mas andava ocupado com a minha vida profissional e como ainda tenho 11 meses para adivinhar cá vão as minhas previsões para 2008...

1- O Porto vai ser campeão 2007-2008 mas quem nos vai fazer rir à séria é o Dias da Cunha.

2- Duas pessoas irão morrer devido à rápida intervenção do INEM entre Alcácer do Sal e Sines.

3- O actual ministro da Saúde Correia de Campos vai sair do governo e entrar como gestor de um hospital privado. Quando sair deixa uma mensagem de agradecimento à dica do Ferreira do Amaral, que como ministro das obras públicas e transportes fez um contracto megalómano com a Lusopontes e depois quando saiu do estado foi eleito presidente da empresa.

4- Dois pombos comuns acasalarão na estátua do Marquês do Pombal.

5- Milhares de pessoas serão afectadas por cheias na India e América do Sul (a concha está partida não me deixa ver bem onde é mais especificamente)

6- A minha caixa de correio encher-se-à devido à quantidade de correio spam para fazer crescer o pénis.

7- Uma rapariga com a forma de uma imperial terá sexo durante o ano de 2008 (esta nem eu percebi limitei-me a ler o q os bichos da conta disseram!)

Ufa, isto é cansativo, prometo que durante o ano mais prognósticos serão revelados...